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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Motivação banal para matar assusta delegada da Homicídios de Mossoró


Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2015

O primeiro caso apresentado aconteceu no dia 14 de agosto de 2014, às 18h, na Vila José Joaquim, no bairro Bom Jardim. Teve como vítima o carteiro Marcos Roberto da Silva, de 36 anos, e os acusados identificados na investigação foram Diego Caio da Costa, o Rei do Crime, de 21 anos, Hudson Natanael de Lima Oliveira, o Magão de 22 anos.

O servidor dos Correios de Mossoró foi morto porque olhou para o ‘Rei do Crime’ e ‘Magão’. Os dois moram perto de sua casa. “Os acusados não gostaram, foram tirar satisfações com a vítima, houve uma discussão, daí os acusados foram em casa, se armaram, voltaram e mataram o carteiro com tiros à queima roupa”, relata a delegada Liana Aragão.
O segundo caso aconteceu às 4h45 do dia 4 de outubro de 2014, na Seresta do Trevo de acesso ao bairro Santa Delmira. A vítima foi o estudante Idalécio Bezerra de Paiva, de 16 anos.  Quem o matou foi o servente e pedreiro Antônio José Soares, o Klebinho, de 24 anos, que se apresentou espontaneamente e confessou o crime em crime.
Klebinho disse que os familiares de Idalécio já havia matado um irmão dele e daí havia uma inimizade entre as partes. No dia, o delegado Rafael Arraes destaca que Klebinho chegou ao local e achou que Idalécio estava armado e, com medo de ser morto, matou antes. Esta foi à versão contada pelo Klebinho ao delegado Rafael Arraes.
No terceiro caso, a vítima foi o servente Jean Sousa Basílio, de 20 anos, no dia 18 de outubro de 2014, que foi perseguido e morto bairro Dom Jaime Câmara. O crime aconteceu em frente a uma farmácia. Os indiciados são Antônio Clovis da silva, o Cabôclo de 20 anos, e o menor Leonardo Gadelha. Este último já teria sido assassinado.
Cabôclo está preso na Cadeia Pública de Mossoró por tráfico de drogas. Ele disse na policia que Jean já teria ameaçado seus parentes em Grossos.
Os delegados Rafael Arraes e Liana Aragão revelaram que, ao enviar os processos a Justiça nos próximos dias vão pedir a prisão preventiva dos suspeitos.  Liana Aragão falou da banalidade dos crimes. A banalidade do crime assusta a delegada. Ela disse que quando começa a ouvir, você ver que não tem motivo algum. “É uma banalização da vida”, diz.
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