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sábado, 7 de março de 2015

Dia Nacional da Poesia será comemorado com recitais


Sábado, 07 de Março de 2015

O Dia Nacional da Poesia, comemorado, todos os anos, na data de nascimento do poeta Castro Alves, 14 de março, terá uma programação especial feita a partir do dia 8, com recitais, encontros e um momento dedicado à boa literatura.

Segundo a Secretaria Municipal de Cultura, as comemorações acontecerão em conjunto com a Fundação José Augusto. No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, as poetisas e artistas da cidade se reúnem no Varal de Mulheres: todas as vidas dentro de mim, um espetáculo que unirá poesia, música, dança e teatro. O evento acontecerá no Memorial da Resistência, às 19h30, e contará com recitação de poesias de poetisas locais e de renome nacional, fazendo alusão a mulheres de lutas que marcaram o cenário nacional e internacional.
A programação continuará no dia 13, quando uma Caravana da Poesia, com apoio da Fundação José Augusto, chegará à cidade e visitará vários pontos do município, a fim de não apenas recitar poemas, mas despertar, nas pessoas, o sentido da poesia.
No dia 14, juntamente com poetas de entidades e associações literárias, além de vozes alternativas da poesia local, haverá um grande recital nas dependências do Teatro Municipal Dix-huit Rosado, quando todos se reunirão para uma noite dedicada à literatura.
De acordo Josué Damasceno, presidente interino da Poema, a entidade está com uma programação conjunta com a Secretaria Municipal de Cultura, a fim de incluir a programação dentro da oficial. “A Fundação José Augusto também nos incluiu dentro da programação oficial. Não tivemos qualquer dificuldade nesse sentido. A Fundação liberou o recurso de ajuda financeira para a nossa entidade e estamos com eles nessa programação. A Secretaria de Cultura já reservou o teatro para o dia 14, à noite, que é o encerramento. Dia 12 visitaremos os meios de comunicação. No dia 13 teremos uma caravana que percorrerá alguns pontos do Centro da cidade, inclusive a Praça da Gazeta, onde faremos um recital. Também iremos a outros lugares, como o Shopping Liberdade e a Praça da Independência”, fala Josué Damasceno.
Ainda no dia 13 haverá visita a algumas escolas da cidade. “Abel Coelho, Raimundo Gurgel, Dix-sept Rosado, José Nogueira, Jerônimo Rosado. Estaremos durante a entrada e o intervalo nessas escolas para recitar poesia e conversa com os estudantes. Queremos levar um músico e um poeta para mostrarmos nossa arte”, fala.
No dia 14, tudo começa às 5h da manhã, na Cobal, e, ao meio-dia, feijoada. “Estamos com o local ainda por ser definido. Além disso, o grande momento vai ser à noite, durante a apresentação, no Teatro Dix-huit Rosado. No dia 9, fecharemos toda a programação dos que irão recitar. Será uma coisa bastante organizada e teremos o prazer de fazer algo bom para todos. Queremos organização para um recital de uma hora e meia de show”, diz.
CASTRO ALVES, NOSSO POETA MAIOR
Antônio Frederico Castro Alves nasceu em Muritiba, BA, em 14 de março de 1847, e faleceu em Salvador, BA, em 6 de julho de 1871. É o patrono da cadeira n. 7, por escolha do fundador Valentim Magalhães.
Era filho do médico Antônio José Alves, mais tarde professor na Faculdade de Medicina de Salvador, e de Clélia Brasília da Silva Castro, falecida quando o poeta tinha 12 anos, e, por esta, neto de um dos grandes heróis da Independência da Bahia. Por volta de 1853, ao mudar-se com a família para a capital, estudou no Colégio de Abílio César Borges, futuro Barão de Macaúbas, onde foi colega de Rui Barbosa, demonstrando vocação apaixonada e precoce para a poesia. Mudou-se em 1862 para o Recife, onde concluiu os preparatórios e, depois de duas vezes reprovado, matriculou-se finalmente na Faculdade de Direito em 1864. Cursou o 1º ano em 1865, na mesma turma que Tobias Barreto. Logo integrado na vida literária acadêmica e admirado graças aos seus versos, cuidou mais deles e dos amores que dos estudos. Em 1866, perdeu o pai e, pouco depois, iniciou apaixonada ligação amorosa com atriz portuguesa Eugênia Câmara, dez anos mais velha, que desempenhou importante papel em sua lírica e em sua vida.
Sua saúde, que já se ressentira de hemoptises desde os dezessete anos, quando escreveu “Mocidade e Morte”, cujo primeiro título original era “O tísico”, ficou definitivamente comprometida. Faleceu em 1871, aos 24 anos, sem ter podido acabar a maior empresa a que se propusera, o poema Os escravos, uma série de poesias em torno do tema da escravidão. Ainda em 1870, numa das fazendas em que repousava, havia completado A Cachoeira de Paulo Afonso, que saiu em 1876, e que é parte do empreendimento, como se vê pelo esclarecimento do poeta: “Continuação do poema Os escravos, sob título de Manuscritos de Stênio”.
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