- O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentará até quarta-feira os nomes de políticos citados no esquema de corrupção da Petrobras, conhecido também como Operação Lava Jato. Uma das preocupações do momento é a possibilidade do procurador apresentar denúncias contra parlamentares ao Supremo Tribunal Federal (STF), ou seja, pode haver indícios da participação do acusado nos desvios de verba.
Entre os nomes que surgiram nos depoimentos dos delatores da Operação Lava-Jato estão os dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL). Ambos negam as acusações. Na lista do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa há, até o momento, 28 políticos.
Após a liberação dos nomes, a bancada do PSOL pretende solicitar ao Supremo que os citados na lista não integrem a CPI da Petrobras, anunciada por Eduardo Cunha, no dia 5 de fevereiro. A comissão terá 26 membros titulares e igual número de suplentes, mais um titular e um suplente atendendo ao rodízio entre as bancadas não contempladas.
No meio político, há, ainda, a preocupação com a delação premiada firmada por dois executivos da empreiteira Camargo Corrêa – Dalton Avancini e Eduardo Leite. Nesta segunda-feira, o juiz Sério Moro da 13º Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos envolvendo a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, ouve testemunhas de defesa na ação penal que investiga a participação das empreiteiras Camargo Correa e UTC Engenharia – e seus executivos – no esquema de fraude em contratos da Petrobras.
Deflagrada no dia 17 de março, a Operação Lava Jato desarticulou uma organização que tinha como objetivo a lavagem de dinheiro em seis estados e no Distrito Federal. De acordo com informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), os acusados movimentaram mais de R$ 10 bilhões.






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