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domingo, 11 de janeiro de 2015

Última chance para aprender o novo acordo ortográfico


Domingo, 11 de Janeiro de 2015
Em 2009, um dos principais assuntos entre os linguistas e estudantes brasileiros era o novo acordo ortográfico que passaria a entrar em vigor naquele ano. A medida firmada entre a comunidade de países de língua portuguesa tem como objetivo promover a união e proximidade entre os falantes desse idioma. Como previsto quando o acordo foi aprovado, os países têm um período de adaptação às normas. E nesta virada do ano, começa a contagem regressiva para o fim desse tempo de transição, que acaba no dia 31 de dezembro de 2015. Entre as novas regras, estão a volta das letras K, W e Y ao alfabeto brasileiro, o fim da trema e do acento circunflexo em palavras como “veem” e “voo”. Você já reaprendeu tudo? Confira as mudanças na galeria.

Letras foram reintroduzidas, acentos caíram e as regras de hífen mudou

Em 2009, um dos principais assuntos entre os linguistas e estudantes brasileiros era o novo acordo ortográfico que passaria a entrar em vigor naquele ano. 
 
A medida firmada entre a comunidade de países de língua portuguesa tem como objetivo promover a união e proximidade entre os falantes desse idioma. Como previsto quando o acordo foi aprovado, os países têm um período de adaptação às normas. 
 
 E nesta virada do ano, começa a contagem regressiva para o fim desse tempo de transição, que acaba no dia 31 de dezembro de 2015. Entre as novas regras, estão a volta das letras K, W e Y ao alfabeto brasileiro, o fim da trema e do acento circunflexo em palavras como “veem” e “voo”. Você já reaprendeu tudo? Confira as mudanças na galeria. 

Tchau, trema

Comecemos com uma das mudanças mais simples. Esqueça a trema por um simples motivo: ela já não existe para a língua portuguesa. Antes, esse acento era usado em cima da letra "u" para indicar que ele precisava ser pronunciado em sílabas como gue, gui e qui. É o caso da palavra pinguim. Mas, atenção, a trema ainda é válida para vocábulos estrangeiros e nomes próprios, como Müller. 

Fim do acento em ditongos abertos (ei e oi) em paroxítonas

Ainda pequenos, aprendemos a acentuar os ditongos abertos (ei e oi) em palavras paroxítonas. Entretanto, essa regra terá de ser esquecida, porque essa sinalização gráfica já não existe para vocábulos como jiboia, ideia e assembleia. Mas fique atento, essa regra é válida somente para paroxítonas, ou seja, oxítonas e monossílabos tônicos terminados em éi(s) e ói(s) como herói e papéis ainda são acentuados. 

Fim do acento diferencial - ou quase

Os acentos que diferenciavam o verbo para da preposição para e outros vocábulos também caíram. Mas como nem tudo é tão fácil assim no português, saiba que permanecem os acentos em: pôde (pretérito perfeito do verbo poder), para se diferenciar de pode (presente); pôr (verbo) para se diferenciar de por (preposição); e nas formas plurais dos verbos ter e vir para terceira pessoa e seus derivados. E mais: o acento na palavra fôrma é opcional. 

Feiura sem acento

Está abolido, também, nas palavras paroxítonas, o acento agudo nas letras i e u tônicos quando precedidos de ditongo. Palavras como baiuca e feiura agora são escritas sem acento. Entretanto, se a palavra for oxítona e o i ou u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece, é o caso de Piauí. 

Guarda-chuva e mandachuva

As regras relacionadas ao hífen são as mais complexas e variadas, por isso, é preciso estar atento. Ele é usado em palavras compostas que não apresentam elementos de ligação, como guarda-chuva, arco-íris e bate-boca, contudo, há exceções. Palavras que perderam o sentido de composição não apresentam hífen em sua grafia a exemplo disso temos girassol, mandachuva, paraquedas. 

Blá-blá-blá e tique-taque

O hífen é usado em termos compostos de palavras iguais ou parecidas como, blá-blá-blá, tique-taque, cri-cri e zigue-zague. Outro caso no qual devemos utilizar o hífen é em vocábulos com apóstrofo, como gota-d’água e pé-d’água. 

Mico-leão-dourado e outros termos da fauna

Vocábulos que designam nomes de plantas, flores, frutos, raízes, sementes e nomes compostos próprios de lugares são grafados com hífen independente se eles apresentam ou não elementos de ligação. É o caso das palavras bem-te-vi, mico-leão-dourado e sul-africano e mato-grossensedo-sul. 

Super-homem e micro-ondas

De maneira mais geral, usa-se hífen na frente de palavras iniciadas com h e quando o prefixo de uma palavra terminar com a mesma letra que se inicia o outro vocábulo. É o exemplo das palavras super-homem e micro-ondas respectivamente. Outro caso em que vai hífen é depois dos prefixos sub e sob antes de palavras iniciadas com r, a exemplo de sub-região. 

Outros prefixos com hífen

Palavras com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pós, pré, pró e vice devem ser escritas com hífen como recém-casados, sem-terra e vice-rei, por exemplo. Além desses casos, o prefixo co, quando unido a uma palavra que se inicia com o ou h, também leva hífen na grafia. Só é preciso ficar atento ao fato de que o h é cortado, como no caso da palavra coabitação. Se a palavra seguinte começar com r ou s, dobram-se essas letras, como no exemplo de corresponsável. 

Hífen já vai tarde

Palavras como pé de moleque, olho de sogra e pé de vento não são escritas com hífen, porque elas apresentam elementos de ligação. O hífen não se faz necessário em outras duas situações. Uma é quando o prefixo terminar com letra diferente daquela com que se inicia o outro vocábulo, como aeroespacial. Outra situação é quando o prefixo terminar em vogal e a outra palavra começar com r ou s, nesses casos, dobra-se a letra como no caso de minissaia e antirracismo.
 
 Estadão
 
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