Victor Freire levará rock até Ponta do Mel, em quarto luau – Foto Divulgação
A praia, o som do mar, a calmaria das águas e um bom rock. Será assim
o próximo sábado, 24, na praia de Ponta do Mel, na Costa Branca. O
quarto Luau do Mel levará apaixonados pelo metal para a praia que, até
pouco tempo, era apenas uma vila de pescadores e passou a ser, de uns
anos para cá, uma referência em termos de beleza e turismo.
Com farol, e sendo o ponto onde a caatinga se encontra com o mar, o
lugar já foi cenário para a gravação de um filme nacional e berço de
muitos poetas, que cantaram sua paisagem. “Mas o rock faz parte da vida
já do pessoal e essa é a quarta edição do luau!”, fala o entusiasta da
área, Toninho Valhalla, que está à frente da iniciativa, inclusive com o
chamado “bate e volta”, ao valor de 20 reais, no dia do evento, saindo
de seu espaço cultural, às 14h. “Estou organizando esse momento,
juntamente com Sara Valentim, como forma de confraternização entre as
bandas que fazem parte do cenário do rock na cidade. Hoje, o luau é uma
referência e fazemos tudo isso por amor à coisa. Sara cede a barraca,
levo o pessoal e é um momento muito bacana mesmo”, comenta.
De acordo com ele, as vagas para Ponta do Mel são limitadas e os
interessados já devem começar a fazer suas reservas. “Iremos no mesmo
dia, a partir das 14h. Depois do show, retornaremos. Tudo em perfeita
segurança”, diz.
Movimentar a cena do rock não é fácil. Toninho mantém um espaço
dedicado ao estilo há 9 anos. Lugar bastante frequentado por quem admira
e gosta do gênero, hoje o Valhalla Rock Bar é um dos poucos que abrem
espaço para um público seleto. “Mantemos nossas raízes e até hoje o
espaço tem dado certo. No início, fizemos alguns shows, mas devido a
vários fatores, ficamos apenas com a casa oferecendo os serviços de
costume. E tem dado muito certo. Dessa parte, nada tenho a reclamar,
pelo contrário, é um público fiel, sempre presente”, salienta.
No entanto, há, sim, altos e baixos na cena do rock em Mossoró. De
acordo com ele, a área sempre “foi assim”. “Não há muito o que fazer
nesse sentido. Mas em relação ao metal em si, tivemos uma queda. Alguns
eventos sequer se pagam. É uma realidade dura. Com respeito às bandas,
no entanto, o cenário é outro. Está muito melhor do que há dois anos,
por exemplo. O pessoal parou mais com isso de fazer cover e estão
cantando músicas próprias, gravando seus CDs. Isso é uma coisa bacana de
se ver. São várias bandas no cenário”, explica.
Para ele, além disso, algumas bandas da cidade já estão se destacando
no cenário nacional e mostram um importante trabalho musical. “A
Monster Coiote, nesse sentido, é um exemplo disso”, diz.
Nos espaços da cidade, os shows têm altos e baixos, e a frequência do
público oscila muito. “Porém, a abertura do espaço Mamba Negra
possibilitou com que esse público visitasse ainda mais e tivesse acesso
às bandas. Essa nova realidade é presente. O espaço do Mamba serve não
apenas para shows, mas também para ensaios. Mas um fator que acaba
atrapalhando a cena do rock são os vários shows de graça. O pessoal não
quer pagar e prefere os shows gratuitos. Às vezes, quando há um show de
uma grande banda, a cena dá uma melhorada, mas depois cai. A cena é
essa”, diz.
Para Victor Freire, da Godhound, o que irá apresentar no 4º Luau com
Metal não é de fato a “banda”. “Estaremos sob o codinome Brothers’
Project. O projeto/banda começou em novembro de 2014, quando juntamente
com meu irmão, Kael Freire, e os amigos de longa data Lázaro Fabrício e
Thiago “Bidú” Romero, decidi montar uma banda de rock progressivo. A
ideia surgiu em 2011, mas como eu e Kael tínhamos outros projetos, como o
Godhound, não tínhamos tempo para tirar esse do papel. O então
“projeto”, que recebeu o nome “Folie a Deux”, foi promovido à banda em
2014, quando decidimos tirar as ideias do papel e começar a ensaiar de
maneira mais séria. A banda possui estilo variado, misturando um pouco
do progressivo, com o folk e com o metal clássico. As composições são em
português e estamos preparando um EP, a ser gravado agora em fevereiro,
e que antecederá o álbum e livro “Folie a Deux”, a ser lançado em 2016.
Cada integrante da banda trouxe uma influência diferente para as
composições, o que acabou por deixar o trabalho mais rico. Juntamente
com Kael, trouxemos a influência do metal clássico e do rock progressivo
moderno, forte em bandas como o Porcupine Tree e Steven Wilson. Lázaro
trouxe a influência do metal alternativo para a banda, incluindo
detalhes na bateria que, pela minha formação musical e de Kael, não
pensaríamos em incluir nas composições. Essa influência do rock
alternativo e do folk está sendo também a principal contribuição de
Bidu, que está incluindo toda uma nova roupagem nas composições a partir
da inclusão de efeitos sonoros diversos”, diz.
Barraca lua com Mel e Valhalla Rock Bar
The Flow – Rock and Roll – Mossoró/RN
Depois de Velho – Punk – Mossoró/RN
Hell’s Spell – Covers clássicos de Hard/Heavy- Mossoró/RN
Brother’s Project – Rock and Roll – Mossoró/RN
Jean Lone – Folk – Mossoró/RN
Thiago Romero Bidu – Folk – Mossoró/RN
Zero Hoora – Punk – Mossoró/RN
Ungraver – Death Metal – Assu/RN
Endless Brutality- Thrash Metal – Assu/RN
Burning Heart – Covers Clássicos de Hard/Rock and Roll Assu/RN
Informações: Toninho Valhalla e Sara Roberta Valentim:
(84) 8794-1185 e (84) 8748-2488.






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