São Paulo - A taxa básica de juros (Selic) subiu para 12.25%, conforme anúncio feito pelo Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira (21).
O aumento dos juros torna aplicações na poupança ainda mais desvantajosas se comparadas a outros investimentos em renda fixa, considerados mais seguros.
Aplicações
como CDBs com taxas pós-fixadas, fundos DI e Letras Financeiras do
Tesouro (LFTs), títulos públicos negociados pelo programa Tesouro Direto
acompanham a taxa de juros e sua rentabilidade aumenta
proporcionalmente à alta da Selic.
Já
a caderneta deixa de acompanhar a variação dos juros quando a Selic
ultrapassa 8,5%. Quando os juros são maiores do que 8,5% ao mês, as
cadernetas rendem apenas 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR, que
fica próxima de zero).
Quando
a taxa de juros fica abaixo de 8,5%, depósitos na caderneta feitos a
partir de 4 de maio de 2012, quando passaram a valer novas regras para
aplicações na poupança, rendem 70% da Selic mais a TR.
A
alta de 0,5% da taxa básica de juros já era praticamente um consenso
entre as estimativas feitas por instituições financeiras e analistas que
participaram da pesquisa Focus do Banco Central.
Veja qual a rentabilidade de aplicações de renda fixa que têm rendimentos atrelados à taxa com a Selic a 12,25%:
(*) Foi considerada TR de 0,05% ao mês.
(**)
Foi considerado o investimento por meio de corretoras que não cobram
taxa de administração para aplicações no Tesouro Direto.
Os
rendimentos apresentados na simulação já descontam as alíquotas do
Imposto de Renda (IR) cobradas em cada aplicação, com exceção da
poupança, que é isenta de IR.
© weerapatkiatdumrong/ThinkStock
Segurança: Isenção de IR não é suficiente para tornar o
rendimento da poupança mais atrativo do que o oferecido por outras
aplicações seguras
O rendimento dos investimentos
ainda é maior do que o registrado na poupança mesmo em aplicações com
prazo de seis meses, quando a alíquota do IR cobrada nos investimentos é
maior e atinge 22,5%.
Como a taxa CDI costuma ter valor semelhante ao da Selic, o cálculo considera o mesmo valor para ambas as taxas.
Nos
primeiros 19 dias de 2015, as taxas tiveram comportamento praticamente
idêntico. Porém, no acumulado de 2014, a taxa CDI teve variação de
10,80% e ficou abaixo da Selic, cujo valor atingiu 10,89% no ano.
Ou
seja, o rendimento de aplicações em CDBs e fundos DI, cuja
rentabilidade toma a taxa CDI como referência, devem ser um pouco
menores do que os apresentados na tabela.
Já
a rentabilidade das LFTs, negociadas no Tesouro Direto, é a mesma
mostrada na simulação, pois varia exatamente conforme a Selic.
Em quais casos os rendimentos das aplicações são maiores do que o da caderneta
Para
ser mais rentável do que a poupança, independente do prazo da
aplicação, os CDBs oferecidos pelos bancos devem pagar, ao menos, 75% do
CDI. Caso a instituição financeira ofereça remunerações menores, a
caderneta pode compensar mais.
Fundos
DI que tenham rendimento de 100% do CDI podem deixar de ser mais
vantajosos do que a poupança caso as taxas de administração cobradas na
aplicação sejam maiores do que 3% ao ano.
As
LFTs são mais vantajosas do que a poupança em qualquer prazo, mesmo no
caso em que o valor da taxa de administração atinja 2%.
Esse
é o porcentual máximo que pode ser cobrado pelas corretoras na compra
de títulos no Tesouro Direto. Algumas instituições financeiras podem
isentar investidores do encargo, e a maioria cobra taxas de até 0,7% (veja ranking das taxas cobradas por corretoras e bancos).
A
aplicação em títulos do governo pelo programa Tesouro Direto tem um
custo fixo de 0,3% ao ano, cobrado pela Companhia Brasileira de
Liquidação e Custódia (CBLC).






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