Considerando o período de janeiro a novembro do ano passado, o Rio
Grande do Norte contabilizou um saldo positivo no número de empregos
celetistas. No acumulado de onze meses, o saldo foi 13.392 empregos
formais, resultante da diferença entre 197 mil contratações com
carteiras assinadas e 184 mil demissões, pelos dados do Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE). Mesmo sem contabilizar o mês de dezembro, 2014 deve
resultar como o segundo melhor saldo da série avaliada desde 2010.
Até agora, a área de maior contratação foi o setor de Serviços, com
72 mil novos postos, seguido pelo Comércio (47 mil), Construção Civil,
(39 mil), Indústria de Transformação (24.960), Agropecuária (9.693),
Extrativa Mineral (1.930), setor de Serviços Industriais de Utilidade
Pública – SIUP (1.098) e a Administração Pública, que fechou novembro
com apenas 323 empregos celetistas. O número de empregados também foi
maior nos setores que mais admitiram.
Acompanhando o número de pessoas admitidas, o número de empregados
desligados seguiu a mesma sequencia entre os setores: Serviços (61.810),
Comércio (44.580), Construção Civil (40.464), Indústria de
Transformação (25.212), Agropecuária (8.839), Extrativa Mineral (2.293),
SIUP (684) e Administração Pública (497).
Observando o saldo obtido entre os setores, pode-se notar que até o
mês de novembro os setores da Extrativa Mineral, Indústria de
Transformação, Construção Civil e Administração Pública obtiveram saldo
negativo total de quase 1.400 vagas. Em compensação, somente com os
resultados individuais dos setores do Comércio e Serviços o saldo
negativo dos outros setores é ultrapassado.
As informações estão compiladas na Análise Macroeconômica do Rio
Grande do Norte, elaborada pela equipe técnica do Sebrae no Rio Grande
do Norte. O estudo avalia os principais indicadores da economia potiguar
ao longo de 2014, levando em conta os números consolidados
oficialmente, como balança comercial, arrecadação própria, receita
tributaria e quantidade de empresas ativas.
Em relação à atividade empresarial, o documento revela que o estado
tem alcançado um ritmo de crescimento superior ao Nordeste e Brasil na
evolução de empresas optantes pelo Simples Nacional. De 2012 a 2013, o
RN obteve crescimento de 18,42% passando de 85.912 para 101.741 empresas
no Simples Nacional. O percentual de crescimento alcançado pela região
NE foi de 17,09% e pelo Brasil foi de 16,42%. No ano seguinte, a taxa de
crescimento no RN foi de 16,11%.
Apesar da diminuição na taxa de crescimento em relação ao ano
anterior, o Estado continuou com um percentual de crescimento superior
ao NE e Brasil, com, respectivamente, 15,62% e 15,50%. De acordo com os
dados estatísticos do Simples Nacional da Receita Federal, o Estado
fechou o ano com 118.132 empresas optantes pelo Simples Nacional.
Em relação ao número de Microempreendedores Individuais (MEI), o
Estado finalizou o ano com um total de 62.511 empresas enquadradas nessa
figura jurídica. Isso representa um crescimento de 24,6% no comparativo
com 2013, quando os microempreendedores somavam 50.133 formalizados.
A evolução dessa categoria é a menor em relação ao NE e o Brasil. No
Rio Grande do Norte, o percentual foi de 24,69%, no Nordeste 24,80% e no
Brasil 27,14%. Essa é uma tendência histórica que se repete desde 2012,
quando o Estado tinha 37.204 MEI. Já, em 2013, o quantitativo aumentou
para 50.133, representando um aumento de 34,75%. Entretanto, a taxa de
crescimento nesse mesmo período no NE e Brasil foi de 33,91% e 37,29,
respectivamente.






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