
O fechamento da Unidade Integrada da Saúde Mental em Mossoró (UISAM),
não significa a suspensão dos atendimentos aos pacientes com problemas
de saúde mental. O fechamento está incluso nas mudanças feitas pelo
Ministério da Saúde dentro da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS),
projeto do Ministério que visa oferecer um atendimento integral e
diferenciado ao paciente de saúde mental.
De acordo com a diretora do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e
Drogas (CAPS AD), Alexcia Morais, Mossoró precisa se adaptar a essa nova
política de atenção à saúde mental. “Dentro dessa perspectiva
começássemos a nos articular e decidimos dar início pelo fechamento da
Uisam, porque foi uma unidade formada para atender ambulatório e
urgência de psiquiatria, coisa que não existe dentro da Rede de Atenção
Psicossocial”, explica.
Segundo ela o que vai acontecer na cidade de Mossoró é que o
atendimento ambulatorial, que também era oferecido pela Uisam, passará a
ser fornecido pelo Centro Clínico Professor Vingt-un Rosado (PAM do bom
jardim), que funcionará com três médicos psiquiatras e um psicólogo, e
será marcado através de regulação fornecida através das Unidades Básicas
de Saúde.
Alexcia informou que no prédio que hoje funciona a UISAM será aberto o
Caps Ad III (álcool e droga), onde contará com tratamento e
internamento de dependentes químicos. Junto com o Caps III, será aberto a
casa de acolhimento e o consultório na rua, três serviços habilitados
pelo Ministério da Saúde e que fazem parte da Rede de Atenção
Psicossocial. Tudo isso com previsão para começar em fevereiro. “O que
estamos fazendo é uma fortificação da RAPs para que futuramente venhamos
funcionar devidamente como manda as portarias fornecidas pelo MS”,
disse.
O Serviço Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) será também treinado
para receber as urgências psiquiatras e encaminhadas para o hospital
geral, que hoje e o hospital Tarcísio Maia, que é exatamente os
responsáveis por fornecer os devidos atendimentos dentro da rede
psicossocial e a própria rede de urgência e emergência.
“Então não há com que se preocupar. Os pacientes não ficarão sem
atendimentos, o que estamos fazendo são as devidas mudanças que por
sinal já deviam ter sido realizadas há muito tempo”, frisa Alexcia.
Reforçando que aos poucos serão abertas mais unidades de saúde que estão
dentro dos devidos direitos ditados pela RAPS.






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